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Frases de psicologia: Reflexões sobre assumir riscos, jogar a 1ª pedra e cobras no caminho.

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1. Para conquistar algo na vida, você precisa se arriscar, você precisa assumir alguns riscos e aceitar que merece mais e melhor. Vale a pena enfrentar uma mudança, olhar no espelho com a certeza de que você merece e vale muito. 2. Há problemas difíceis de resolver no relacionamento, mas eles não se comparam com os problemas dentro de você, aqueles que você precisa resolver consigo mesmo. Antes de jogar a 1ª pedra, olhe no espelho. 3. Você fez de tudo pela pessoa e descobriu no final das contas que ela não merecia tudo. Não se arrependa se isso acontecer, se você doou o seu melhor, ele volta para você; não é sua culpa ter encontrado uma cobra no caminho. 4. Você está quase lá e de repente vem a vida e te dá uma rasteira. Sabe por que isso acontece? Para comprovar a sua força e resiliência, esse é um ponto chave que separa os verdadeiros vencedores dos perdedores. 5. Resolva antes de reclamar. Agradeça antes de reclamar. Reconheça antes de reclamar. Aceite antes ...

O preconceito atinge a todos, inclusive você.


Sem discutir o certo e errado diretamente vamos falar aqui um pouco sobre quanto o preconceito está incluso no nosso meio de forma a perverter quase todo o discurso inclusivo. Alguns grupos que levantam e mantém estatísticas sobre mortes no país revelam que a média dos últimos cinco anos está em torno de 400 mortes ao ano no grupo LGBT, mortes essas oriundas em sua maioria por homicídios. Uma pequena parcela é de suicídios, mas pode-se entender que é derivado da cultura ao preconceito de qualquer forma. Isso entrega mais de uma morte por dia. Lemos pessoas descreverem: "Ah! Mas morrem mais pessoas no geral!", "A fome mata mais!", "Mimimi"; isso sugere falta de empatia, mas não é ponto nesse momento, o que vamos falar é sobre o preconceito e a morte.


O preconceito está ligado a ignorância, a falta de contato, instrução e conhecimento sobre o tema que se tem medo. Chamamos de medo porque é o sentimento que evoca o estranhamento daquilo que não se conhece e, logo, o julgamento errado, maldoso, perverso e passível de aniquilação. Uma barata seria um bom exemplo universal. Esse sentimento (uma emoção, é quase irracional) é comum ao ser humano e é necessário à sobrevivência da espécie, estranhar aquilo que não se conhece como forma de manter a própria integridade e a do grupo. Então, sentir o preconceito não é errado e está inerente à todos nós, humanos. O que é socialmente inadequado está em escolher e fomentar o preconceito como um ideia válida ao propósito de exclusão social.


Por mais que as próprias ideias sejam excludentes, sempre é necessário pensar em grupo quando falamos dos outros, de outras pessoas, em outros contextos e possibilidades. Assim como não gostar dos gays ou negros não deve ser automaticamente ligado com a sua exclusão do contexto social. Dá para entender exclusão social desde a sua morte, assim como está no inicio do texto, até barrar a evolução dos seus direitos, impossibilitar a sua participação e a sua produção, enfim... Deletar o diferente do grupo, não deixar ele brincar com o restante porque ele não faz parte do padrão estabelecido.


Desejar a morte de uma pessoa parece errado só pela descrição, imagina compactuar com essas ideia, fomentá-la ao grupo e colocá-la em prática, mas para muitas pessoas e grupos a ideia do "Ah! mas ele era assim..." como justificativa é quase instantânea quando se sabe a opção sexual homo do falecido. Isso também é preconceituoso. A morte por fim da vida é inerente a qualquer ser vivo, logo, a justificativa da morte por homossexualidade não deveria ser uma ideia válida para ninguém, assim como julgar outros valores da pessoa sem empatia também não se justifica: "ele não andava"; "era esquizofrênico"; "dava trabalho demais"; "fez tudo de errado na vida"... As frases ilustram o quanto as ideias preconceituosas podem ser veladas e estão inclusas no nosso contexto social de forma até que "ingênua". Julgar é mais fácil do que se colocar no lugar da outra pessoa.


Existem vários outros exemplos, mas para não prolongar muito e não tocar no tema "religião" (único local que tenho conhecimento, condena a homoafetividade), para resumir: o preconceito existe e não vai deixar de existir, o que precisa mudar é aceitação sobre a escolha das ideias preconceituosas e a sua estrutura em uma cultura que permeia entre as pessoas, grupos, gerações, e etc. Não deve ser uma opção escolher o preconceito, aceitá-lo e compactuar com as suas consequências.

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